Horizontes de reformas e luzes : uma leitura historiográfica a partir da América portuguesa
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Pontificia Universidad Católica del Perú. Fondo Editorial
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Alguma historiografia portuguesa e brasileira tem analisado as dinâmicas culturais nos reinados de D. José e D. Maria I partindo das reformas pombalinas, associandoas a uma concepção «moderna» e «ilustrada» da governação. Ora, no tocante à representação do marquês de Pombal como um «déspota esclarecido», talvez seja bom relembrar as palavras de Luís António de Oliveira Ramos que, em texto sobre o significado do reformismo pombalino, defendeu que este foi, antes de mais, uma praxis: «É uma praxis de mudança que anuncia o porvir» (Ramos, 1988, p. 28). Sublinhou, assim, que o reformismo activo e a vontade de mudança do pombalismo foram sobretudo um anúncio de futuro. Tendo em consideração «as limitações de abertura da modernidade do pombalismo» (Pereira, 2004, p. 135)1 e a desconfiança do centro político face ao fermento de ideias e a princípios defendidos por autores conotados com o ideário iluminista, não será de estranhar que tenha sido somente após o afastamento do marquês de Pombal do poder e, sobretudo, depois da fundação da Academia Real das Ciências, em Lisboa, por aviso régio de 24 de Dezembro de 1779, que se manifestou em Portugal e no império o espírito iluminista
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Páginas 167-186
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Historiografía
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